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Um leitor do Dinheiro pra Viver perguntou o seguinte:

“Tenho dinheiro investido em banco, um imóvel quitado, onde moro, e um imóvel alugado que me garante R$ 1.300 mensais de aluguel (já descontado o imposto). Com tantas ferramentas e aplicações, não vale a pena vender o imóvel e aplicar o dinheiro?”

Veja a resposta do economista e consultor Eduardo Bassin*:

Sim, há inúmeras ferramentas e aplicações, mas antes de decidir o caminho a ser trilhado é importante lembrar que a posse de um imóvel para geração de renda tem algumas peculiaridades que precisam ser consideradas.

O imóvel como investimento

O lado positivo, dependendo do perfil do proprietário, é o conforto psicológico de ter um bem palpável como reserva de valor. Muitos clientes gostam da ideia de terem imóveis em seu portfólio. Devemos atentar para a localização do seu imóvel, ou seja, avaliar se o bairro tem tendência de valorização ou desvalorização. Este ponto é decisivo para a tomada de decisão.

Em todas as cidades há locais que estão decadentes (ou apresentam tendência para decadência) e locais que se transformam nos queridinhos (ou tendem a ser o próximo queridinho).

Além disso, é necessário considerar que os imóveis estão sujeitos aos períodos de vacância, seja em função de desaquecimento da atividade econômica ou por conta dos intervalos entre um locador e outro, o que pode te estimular a vender o imóvel e aplicar o dinheiro.

Carteira de investimentos

Considere que a gestão de uma carteira de investimentos, ainda que de menor complexidade, requer o estabelecimento de uma meta (objetivo + valor + prazo) e disciplina para cumpri-la.

A vantagem de ter recursos em aplicações financeiras em vez de um ativo imobilizado é que será mais fácil lançar mão do valor, total ou em parte, para aproveitar boas oportunidades de investimento em ativos reais, caso surjam.

O caso do leitor

Em função de não ter mais informações sobre o seu caso específico, é necessário partir de uma suposição. Vou considerar que os R$ 1.300 referentes ao valor do aluguel, líquido de impostos, corresponde a menos que 0,67% (rentabilidade média mensal da poupança em 2016) do valor de mercado do imóvel. (Esta suposição implica em que o imóvel valha mais que R$ 194 mil).  

Considerando todas as vantagens e desvantagens citadas acima, se esta suposição for verdadeira e se você não estiver satisfeito com o retorno financeiro, mude sua posição.

Dependendo do seu perfil, alocar parte do patrimônio em renda variável pode permitir retornos diferenciados, desde que o quadro geral seja precedido de uma análise mais profunda, que certamente requer informações mais detalhadas.

Eduardo Bassin, economista e consultor* Eduardo Bassin, economista, é consultor financeiro e CEO da Bassin Consultoria. [Ver LinkedIn].

 

 

O que achou da recomendação?

Esta foi  resposta do Eduardo Bassin para o leitor. Caso você tenha dúvidas sobre o assunto, ou sobre como investir melhor, envie sua pergunta!

Se você é especialista em investimentos e tem algo a acrescentar nesta análise, ou mesmo se deseja se colocar à disposição para responder outros leitores, seja um parceiro do Dinheiro pra Viver. Entre em contato pelo e-mail silvio.crespo@dinheiropraviver.com.br.

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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.