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Um leitor do Dinheiro pra Viver enviou a seguinte pergunta:

“Perguntei à minha gerente do Itaú como poderia diversificar 20% (R$ 50 mil) de uma aplicação de renda fixa que tenho lá. Em um fundo com baixo risco, mas que teria chance de melhor rentabilidade no cenário atual de queda na taxa de juros. Essa maior rentabilidade poderia ser em torno de 20% ao ano.

Não pretendo utilizar essa aplicação, deixando-a apenas como reserva de longo prazo.

Ela me sugeriu aplicar em um Fundo de Previdência (http://www.kinea.com.br/pdf/prevJul16.pdf).

É boa esta proposta? Existe algo melhor no mercado?”

Veja a resposta do assessor de investimentos Gustavo Corradi Matos*:

Os fundos de previdência são indicados para aplicações de longo prazo, principalmente para quem quer formar uma reserva para aposentadoria ou para sucessão patrimonial.

Optando pela tributação regressiva, no caso do VGBL, o Imposto de Renda começa em 35%, atingindo o mínimo de 10% após dez anos. Se você está interessado em fundo de previdência e pretende deixar o dinheiro aplicado por pelo menos dez anos, há diversas opções no mercado.

No gráfico abaixo, estou comparando o fundo citado com alguns dos melhores fundos do mercado.

Gráfico: rentabilidade dos fundos de previdência

O “Icatu Seg IPCA FC FI Renda Fixa” é um fundo ideal para se beneficiar da atual queda dos juros. Contudo, sempre é importante diversificar em mais fundos, como o “XP Horizonte Prev FI Mult” que apresentou uma rentabilidade de 25,88% em 12 meses ou o “Verde AM Icatu Prev FC Mult Prev”, que é gerido pela Verde Asset Management, uma das mais renomadas gestoras do país.

Fundos de renda fixa e multimercado

Em outra situação, se você pretende aplicar em um prazo menor que dez anos, é mais recomendável investir em um fundo de renda fixa ou multimercado com tributação de longo prazo, aqueles em que, após dois anos, aplica-se a dedução de 15% sobre o rendimento.

Veja alguns exemplos no gráfico abaixo.

Gráfico: Rentabilidade dos fundos de renda fixa e multimercado, por Gustavo Corradi

Tesouro Direto e títulos privados

Além dessas opções, há muitas outras oportunidades em títulos públicos e privados. Por exemplo, os títulos “NTN-F 2027”, do Tesouro Direto, renderam 51,66% nos últimos 12 meses. A “NTN-B Principal 2035”, outro papel do Tesouro, avançou 64,97%.

Vale ressaltar que esses títulos subiram muito por causa que queda inesperada da taxa básica de juros da economia nos últimos meses.

Porém, agora a perspectiva de queda dos juros já está precificada nos títulos. Para haver uma rentabilidade como esta, não basta que os juros continuem caindo dentro do que o mercado já espera; seria necessário cair mais.

Mesmo assim, os títulos atrelados ao IPCA, com vencimento para 2024 estão com um rendimento de 5,18% ao ano mais o IPCA do período. Esses papéis têm maior probabilidade de dar bons lucros para o investidor.

Como investir nesses ativos

Para ter acesso as esses e outros diversos fundos de investimento é necessário abrir uma conta em uma Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. É importante fazer uma pesquisa para encontrar a instituição que lhe ofereça os melhores investimentos e lhe oriente no momento do investimento.

Gustavo Corradi Matos, assessor de investimentos, BankRio* Gustavo Corradi Matos é assessor de investimentos, sócio da BankRio, escritório de investimento filiado à XP Investimento. Ele é economista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (ver LinkedIn).

 

O que achou da sugestão?

Esta foi  resposta do Gustavo Corradi para o leitor. Caso você tenha dúvidas sobre o assunto, ou sobre como investir melhor, envie sua pergunta!

Se você é especialista em investimentos e tem algo a acrescentar nesta análise, ou mesmo se deseja se colocar à disposição para responder outros leitores, seja um parceiro do Dinheiro pra Viver. Entre em contato pelo e-mail silvio.crespo@dinheiropraviver.com.br.

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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.