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Por Sílvio Crespo | Atualizado em 31/10/2017

Percebi que algumas pessoas sabem que o Tesouro Direto é uma boa modalidade de investimento, mas não dão o primeiro passo para investir porque têm medo de fazer alguma errada e acabar perdendo dinheiro.

Esse receio existe porque as pessoas não conhecem os riscos – nem os do Tesouro Direto como um todo, nem os riscos específicos de cada título.

Em geral, as pessoas em algum momento da vida descobrem o Tesouro Direto, mas depois ficam sabendo que ele não é exatamente um investimento, e sim o canal de compra de títulos públicos, com várias opções diferentes de papéis.

Precisamente, o Tesouro Direto tem hoje 10 títulos, conforme a tabela abaixo.

Rentabilidade dos títulos do Tesouro Direto em 31/10/2017

Não é raro que as pessoas olhem para esta tabela e comecem a ficar cheias de dúvidas sobre como escolher os papéis. Muitas vezes, a indecisão é tanta que elas paralisam e não investem.

Ou então escolhem um papel que não é adequado para as necessidades dela, e com isso perdem dinheiro ou não ganham o que esperavam.

Basicamente, são três os principais riscos dos investimentos de renda fixa, incluindo o Tesouro Direto:

  • Risco de crédito (calote)
  • Risco de liquidez
  • Risco de mercado

Risco de crédito – Baixíssimo

Risco de crédito, em bom português, é o risco de você levar calote. Quando você investe em renda fixa, está emprestando dinheiro para alguém. Assim, sempre existe a chance de o tomador do empréstimo não pagar.

No entanto, no caso do Tesouro Direto, o risco de calote é mais baixo do que qualquer outra modalidade de investimento para pessoa física. Mais baixo que o risco dos títulos privados, como CDB, LCA, LCI e debêntures. Porque no Tesouro você está emprestando dinheiro para o governo. Nos títulos privados, você está emprestando para bancos ou empresas.

É como disse o economista Raul Velloso, um dos mais famosos especialistas em dívida pública do país: “O risco [de calote no Tesouro Direto] é muito baixo, os investidores não devem esquentar a cabeça com isso. O governo pode imprimir dinheiro. É diferente da dívida externa, em que se o governo não tem dólar ele anuncia que não vai pagar. Na dívida interna, ele não anuncia nada, só imprime moeda”.

Risco de liquidez – Baixíssimo

O risco de liquidez é o risco de você não conseguir resgatar o seu dinheiro tão rápido quanto gostaria.

Um exemplo muito claro de risco de liquidez ocorre quando se investe em imóveis. Se você compra um apartamento e se um dia precisar do dinheiro, terá que colocar o imóvel à venda e pode demorar meses ou até mais de um ano para fechar com um comprador.

No Tesouro Direto, esse risco é baixíssimo ou nulo. Comprando qualquer título, você pode vender em qualquer dia útil. A cada dia, são negociados cerca de R$ 30 bilhões em títulos públicos no Brasil. A chance de não achar um comprador imediatamente é baixíssima.

O que é preciso ficar atento é à demora para o dinheiro cair na sua conta. A transação é processada no dia útil seguinte ao da sua solicitação. Depois disso, tem o tempo que a corretora leva para depositar o dinheiro na sua conta, que varia de uma corretora para a outra. Então, pode levar alguns dias até você receber o dinheiro.

Risco de mercado e outros – Dependem do título

Risco de mercado é a probabilidade de o preço do seu título cair devido a condições de oferta e demanda. No Tesouro Direto, isso acontece com os papéis prefixados e com os indexados ao IPCA (índice de inflação). 

Investindo nesses dois tipos de título, você pode ter rentabilidade negativa, como pode também ter ganhos espetaculares.

Por isso, antes de escolher em qual papel investir, sugiro consultar o ebook “Tesouro Direto: Riscos e Oportunidades de Cada Título”. Nele eu explico a diferença entre os títulos e aponto o que cada um pode oferecer de bom e de ruim.

O conteúdo do ebook é dinâmico, ou seja, ele é atualizado sempre que o Tesouro faz alguma mudança em seu sistema. Por exemplo, quando tira um título de circulação ou lança um novo. Uma vez que você compra o ebook, terá acesso a todas as futuras atualizações.

Para acessar, você só paga uma vez e pode consultar o material atualizado sempre que for investir no Tesouro Direto.

Para saber mais, clique no botão abaixo:

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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.