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Por Sílvio G. Crespo

Percebi que algumas pessoas sabem que o Tesouro Direto é uma boa modalidade de investimento, mas não dão o primeiro passo para investir porque têm medo de fazer alguma errada e acabar perdendo dinheiro.

Em geral, as pessoas em algum momento da vida descobrem o Tesouro Direto, mas depois ficam sabendo que ele não é exatamente um investimento, mas sim o canal de compra de títulos públicos, com várias opções diferentes de papéis.

Precisamente, o Tesouro Direto tem hoje 10 títulos, conforme a tabela abaixo.

Tabela de rentabilidade do Tesouro Direto

Não é raro que as pessoas olhem para esta tabela e comecem a ficar cheias de dúvidas sobre como escolher os papéis. Muitas vezes, a indecisão é tanta que elas paralisam e não investem.

Ou então escolhem um papel que não é adequado para as necessidades dela, e com isso perdem dinheiro ou não ganham o que esperavam.

Neste post eu explico quais são os riscos de investir no Tesouro Direto e o que pode dar errado com o seu dinheiro.

Mas existem riscos que valem para alguns títulos e não para outros.

Então, antes de você tomar uma decisão, sugiro consultar o ebook “Tesouro Direto: Riscos e oportunidades de cada título”.

Basicamente, são três os principais riscos dos investimentos de renda fixa, incluindo o Tesouro Direto:

  • Risco de crédito (calote)
  • Risco de liquidez
  • Risco de mercado

Risco de crédito – Baixíssimo

Risco de crédito, em bom português, é o risco de você levar calote. Quando você investe em renda fixa, está emprestando dinheiro para alguém. Assim, sempre existe a chance de o tomador do empréstimo não pagar.

No entanto, no caso do Tesouro Direto, o risco de calote é mais baixo do que qualquer outra modalidade de investimento para pessoa física. Mais baixo que o risco dos títulos privados, como CDB, LCA, LCI e debêntures. Porque no Tesouro você está emprestando dinheiro para o governo. Nos títulos privados, você está emprestando para bancos ou empresas.

É como disse o economista Raul Velloso, um dos mais famosos especialistas em dívida pública do país: “O risco [de calote no Tesouro Direto] é muito baixo, os investidores não devem esquentar a cabeça com isso. O governo pode imprimir dinheiro. É diferente da dívida externa, em que se o governo não tem dólar ele anuncia que não vai pagar. Na dívida interna, ele não anuncia nada, só imprime moeda”.

Risco de liquidez – Baixíssimo

O risco de liquidez é o risco de você não conseguir resgatar o seu dinheiro tão rápido quanto gostaria.

Um exemplo muito claro de risco de liquidez ocorre quando se investe em imóveis. Se você compra um apartamento e se um dia precisar do dinheiro, terá que colocar o imóvel à venda e pode demorar meses ou até mais de um ano para fechar com um comprador.

No Tesouro Direto, esse risco é baixíssimo ou nulo. Comprando qualquer título, você pode vender em qualquer dia útil. A cada dia, são negociados cerca de R$ 30 bilhões em títulos públicos no Brasil. A chance de não achar um comprador imediatamente é baixíssima.

O que é preciso ficar atento é à demora para o dinheiro cair na sua conta. A transação é processada no dia útil seguinte ao da sua solicitação. Depois disso, tem o tempo que a corretora leva para depositar o dinheiro na sua conta, que varia de uma corretora para a outra. Então, pode levar alguns dias até você receber o dinheiro.

Risco de mercado – Depende do título

Risco de mercado é a probabilidade de o preço do seu título cair devido a condições de oferta e demanda. No Tesouro Direto, isso acontece com os papéis prefixados e com os indexados ao IPCA (índice de inflação). 

Os papéis prefixados são aqueles que, na hora em que você investe, já sabe quanto vai render. Por exemplo, o Tesouro Prefixado 2023 tem hoje um rendimento de 9,87% ao ano.

Se a taxa básica de juros, a Selic, subir ou cair depois que você comprou o título, não importa, o papel continuará pagando 9,87% ao ano até a data de vencimento. Se a inflação subir ou cair, você ganhará os mesmos 9,87%.



Mas e se você comprar o papel prefixado hoje, e amanhã o Banco Central aumentar a taxa básica de juros, digamos, de 10% ao ano para 12% ao ano? Ninguém vai querer comprar o seu papel, pois as pessoas poderão encontrar títulos com rendimento próximo a 12%, e o seu só paga 9,87%.

Ou melhor, as pessoas vão comprar, desde que você venda por um preço baixo, mais baixo do que você pagou. O Tesouro Direto acompanha essas oscilações de preço e chama isso de “marcação a mercado”.

O mesmo ocorre com os papéis indexados à inflação, pois parte do rendimento deles é prefixada.

Dessa forma, com um papel do Tesouro prefixado  ou indexado à inflação você pode ter rentabilidade negativa, como pode também ter ganhos espetaculares.

Importante: só corre risco de mercado quem quiser resgatar (vender o título) antes da data de vencimento.

Outros riscos – Depende do título

Além desses três riscos, existem outros, que variam de acordo com o título.

Por isso, antes de escolher em qual papel investir, sugiro consultar o ebook “Tesouro Direto: Riscos e Oportunidades de Cada Título”, em que explico a diferença entre os títulos e aponto o que cada um pode oferecer de bom e de ruim.

Clique no botão abaixo para saber mais sobre o ebook:

Saber mais sobre o ebook

 

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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.