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Muita gente sabe que fundos de previdência são uma furada estilo título de capitalização rendem pouco, mas muita gente ainda não sabe.

Não vou me alongar explicando, mas, caso alguém que não saiba tenha caído neste post, aproveito para dizer que somente 3% dos fundos de previdência complementar têm rentabilidade acima do CDI.

O CDI é um indicador de referência para aplicações de renda fixa. Para você ter uma ideia, o Tesouro Selic, que é o investimento mais seguro do Brasil, tem um rendimento muito próximo do CDI.

E sem o inconveniente de você ter que esperar cinco ou dez anos para poder resgatar.

Ou seja, quem aplica no Tesouro Selic tem um rendimento superior à maior parte dos fundos de previdência privada. E permite que você resgate a qualquer hora. Quer dizer, não tem comparação.

Então vamos aos 4 tipos investimentos para quem pensa no longo prazo e sabe que previdência privada não vale a pena.

1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é o canal por meio do qual as pessoas físicas podem emprestar dinheiro ao governo. Ao comprar um título, você está emprestando dinheiro ao Tesouro e, em troca, recebe juros.

Existem hoje 10 títulos diferentes no Tesouro Direto. Isso quer dizer que existem 10 formas diferentes de o governo calcular os juros que vai pagar a você, investidor.

O que deve ser observado antes de investir é que, quando a taxa Selic cai, alguns títulos ganham, enquanto outros perdem.

Isso eu explico com mais detalhes no ebook “Tesouro Direto: Riscos e Oportunidades de Cada Título”.

2. Títulos privados

Os títulos privados são os que não são emitidos pelo governo. Os mais conhecidos são o CDB (Certificado de Depósito Bancário), a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), a LCI (Letra de Crédito Imobiliário).

Normalmente, os títulos privados rendem mais que os públicos, pois oferecem um risco maior. Dever para o Estado é menos arriscado do que dever para uma entidade privada, pois o Estado tem o poder de emitir dinheiro, caso precise.

Então você deve ter percebido: se os títulos privados rendem mais do que os públicos, e o Tesouro Selic rende mais que 97% dos fundos de previdência complementar, logo os títulos privados rendem mais que 97% dos fundos de previdência privada.

Só preste atenção em quanto dinheiro você vai aplicar em papéis privados. Se você comprar um título e levar calote, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) paga a você o que o banco lhe deve, mas só se o valor não ultrapassar R$ 250 mil.



Outra coisa: nem todos os títulos privados têm garantia do FGC. CDB, LCA e LCI têm. Na dúvida consulte esta lista na página oficial do FGC.

Em tempo: em um grande banco, dificilmente você vai conseguir uma rentabilidade boa com um CDB, LCA ou LCI. Pergunte ao seu gerente quanto eles dão de rendimento, em porcentagem do CDI, e depois compare com outros títulos, usando ferramentas como o Yubb ou o Renda Fixa.

3. Ações

As ações também têm sido usadas em carteiras com objetivo de aposentadoria. O negócio aqui é que escolher ações não é tão fácil.

Primeiro, se quer uma sugestão, não tente adivinhar por conta própria quais papéis vão subir ou descer. A chance de uma pessoa de classe média estar mais bem informada do que os grandes players do mercado é minúscula.

Mas existem algumas possibilidades no mercado para o investidor leigo.

Uma delas é fazer o rebalanceamento da carteira. Ou seja, comprar e vender ações de acordo com a porcentagem do seu patrimônio que você aceita expor a alto risco.

Por exemplo: se você decide que 20% do seu patrimônio estará em ações, você vai comprando e vendendo ações para que esse percentual sempre se mantenha. Se os papéis caírem, a proporção das ações no patrimônio pode chegar, digamos, a 15%. Nesse caso, você compra ações novamente até chegar a 20%.

Depois, se a proporção chegar a 25%, você vende os papéis até chegar a 20% de novo Assim, você tende a comprar ações na baixa e vender na alta.

Como decidir

Ok, conceitualmente está explicado. Pode-se investir em Tesouro Direto, títulos privados e ações para a aposentadoria.

Mas como escolher esses investimentos? Como saber qual título do Tesouro Direto é melhor para o seu caso específico? Qual título privado? E quais ações?

Talvez pareça difícil, mas, uma vez entendendo os conceitos, a tomada de decisão se torna bem mais simples.

Em breve, farei um webinar (aula ao vivo online) gratuito, explicando quanto é possível ganhar com investimentos de renda fixa. Explicarei os títulos públicos e privados e darei dicas de como escolher os papéis e também de como escolher a sua corretora.

Para receber aviso quando abrirem as inscrições, basta preencher o formulário abaixo. Informe os dias da semana e horários da sua preferência e com base nas respostas pretendo escolher o que for melhor para a maioria.


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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.

2 Replies to “3 investimentos para quem já sabe que previdência privada rende pouco

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