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Quem investiu 100 reais em bitcoins no dia 1º de janeiro de 2011 tem hoje mais de R$ 2 milhões. Precisamente, R$ 2.147.930.

No site WhatIfBitcoin.com você consegue simular quanto dinheiro teria hoje se tivesse investido em bitcoins no passado.

Site que simula investimentos em bitcoin

Isso é um rendimento absurdamente alto, incomparável com qualquer outra aplicação à qual as pessoas físicas têm acesso.

Ainda vou falar mais vezes de bitcoin aqui no blog. Mas vou aproveitar para já responder uma pergunta que tenho recebido:

Vale a pena investir em bitcoins agora?

Depende. Investir em bitcoin tem um risco altíssimo. Ou seja, é possível ganhar muito dinheiro muito rápido, como perder muito de forma igualmente rápida.

Portanto, vai depender do risco que você está disposto a correr. Tem gente que compra e vende bitcoins o tempo todo. Várias vezes por mês, por semana ou por dia. Essas pessoas normalmente têm conhecimentos de análise gráfica. Elas procuram identificar tendências do mercado olhando para gráficos com o histórico de negociações da criptomoeda.

Para o longo prazo, o investimento em bitcoin também é de alto risco. Eu, particularmente, invisto.

Comprei bitcoins pela primeira vez quando 1 bitcoin custava R$ 6.200. Hoje, 1 bitcoin está na faixa de R$ 11 mil. Isso significa um rendimento de 77% em apenas quatro meses.

Desse ponto de vista foi um excelente investimento. Mas para mim isso pouco importa, pois não comprei bitcoins com o objetivo de lucrar em poucos meses.

Investi em bitcoins pensando no longo prazo. Tomei essa decisão com base na possibilidade de as criptomoedas serem uma tendência que veio para ficar – e o bitcoin é a principal delas.

Atualmente, as criptomoedas são cada vez mais usadas para fazer remessas internacionais de valores. É mais barato, hoje, enviar dinheiro ao exterior via bitcoin do que via mercado de câmbio tradicional – ainda que a atividade não esteja adequadamente regulamentada.

Além disso, as criptomoedas estão sendo usadas para pagamentos. No Japão, terceira maior economia do mundo, o bitcoin foi regulamentado. Se a onda pegar e se espalhar por outros países, o bitcoin tenderá a ganhar mais espaço e ser mais requisitado. A demanda pela moeda tem boas chances de aumentar.

Uma diferença entre o bitcoin e outras moedas é que a quantidade de bitcoin no mundo é limitada. Pode existir no máximo um total de 23 milhões de bitcoins no mundo. Isso quer dizer que, aumentando a demanda, aumenta o preço. Não é como o dólar, por exemplo, que permite ao governo dos Estados Unidos imprimir dinheiro se quiser (como foi feito após a crise de 2008).

Enfim, o fato de o bitcoin ser uma moeda escassa e ter se mostrado segura e viável para transações me levou a usá-la como investimento de longo prazo. Ainda assim, tenho consciência de que existe a possibilidade de virar pó de uma hora para outra. Por isso não coloco em bitcoins mais dinheiro do que eu possa perder.

 

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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.