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Comecei a investir em bitcoin quando a criptomoeda estava em R$ 6.200. No momento em que escrevo este artigo, ela está na faixa dos R$ 18 mil.

Realizei parte do lucro (isto é, vendi parte dos meus bitcoins) quanto a moeda estava em R$ 14 mil e uma outra parte aos R$ 16 mil. Ainda não vendi tudo, nem pretendo fazê-lo tão cedo.

Sou mais do estilo “buy and hold”: decidi comprar e manter, ad eternum, em vez de ficar tentando ganhar dinheiro em cima das oscilações da moeda.

De qualquer maneira, alguns leitores do blog me perguntaram se ainda vale a pena comprar bitcoins, se é seguro, como que faz etc e tal.

Se você também é do estilo “buy and hold”, acredita na valorização da moeda a longo prazo, você pode se fazer a mesma pergunta que eu faço a mim mesmo a cada vez que preciso decidir se compro ou vendo bitcoins.

A pergunta que eu me faço é:

  • O que é pior:
    • Perder 100% do valor investido ou deixar de ganhar 1.000% do valor investido?

Jamais eu coloco em bitcoins uma quantia tão grande que eu não possa perder, e nem uma quantia tão pequena que me faça, no futuro, me arrepender de não ter comprado.

Por quê?

Porque o bitcoin está envolto em incertezas. Pode tanto ter uma subida fantástica, atingindo o valor de US$ 100 mil ou até mais, como também pode simplesmente virar pó.

Em breve publicarei na imprensa um estudo sobre a rentabilidade de mais de 50 criptomoedas. A que teve melhor desempenho desde janeiro foi a NEO, com alta de mais de 25.000% (vinte e cinco mil por cento).

O estudo está sendo feito a partir de dados da Cryptoground, empresa que elaborou o gráfico abaixo:

Bitcoin e criptomoedas: evolução desde janeiro de 2017

Veja, isso não é uma recomendação de compra. Criptomoedas são extremamente voláteis e têm um risco altíssimo. Estou apenas compartilhando como eu faço para decidir quanto aplicar nesse tipo de ativo.

Em breve vou compartilhar esse levantamento de dados sobre criptomoedas. Para receber aviso quando o estudo sair, basta cadastrar o e-mail no formulário abaixo.


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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.

4 Replies to “Bitcoin: A pergunta que eu faço cada vez que invisto em criptomoedas

    1. Olá, Edson, esse lucro provém da variação de preço do bitcoin. No começo, pouca gente via perspectiva nessa criptomoeda, então o preço era baixo. Com o tempo, foi sendo comprovado que ela funciona com certa eficiência e que tem chance de passar a ser cada vez mais usada. Assim, aumentou a demanda pela moeda e, consequentemente, o preço subiu.
      Esquema de pirâmide é diferente. Há pessoas que tentam montar esquemas de pirâmide com bitcoins, reais, dólares… Enfim, uma coisa é a moeda (ou criptomoeda); outra coisa é o que fazem com ela. Tentativas de golpes existem com qualquer moeda. Abraços

  1. Oi Silvio,

    Como faço para investir em Bitcoin em particular e criptomoedas em geral? É necessário ter conta no exterior? Há corretoras de criptomoedas confiáveis no Brasil?

    1. Olá, Helotonio, não é necessário ter conta no exterior. Eu invisto via Foxbit, que é a maior corretora de bitcoins do Brasil em market share. Minha experiência com eles é boa. Porém, o sistema às vezes fica fora do ar. Mesmo assim eu uso a Fox por ter liquidez e custo relativamente baixo. Abs

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