Share on FacebookShare on LinkedIn

Por Mariana Rodrigues

[Acompanhe também o conteúdo do Blog no YouTube]

Quem procura um investimento vai encontrar com frequência a sigla CDI (Certificado de Depósito Interbancário), entre muitas outras, em suas pesquisas e nos títulos oferecidos pela corretora ou banco.

Não saber o que o significa CDI gera insegurança na hora de investir e, consequentemente, leva a escolhas erradas.

Sabia que quem investe R$ 1.000 em CDB todo mês, e escolhe bem, tende a ganhar no longo prazo R$ 400 mil a mais do que quem escolhe mal?

Por isso coloquei aqui as respostas para algumas dúvidas frequentes que ouvimos por aí. Veja se você se identifica!

Se preferir, veja antes o vídeo abaixo, explicando em 1 minuto o que é o CDI:

[Para mais vídeos, inscreva-se em nosso canal do Youtube]

1. “O que significa uma aplicação render 90% do CDI, 100%, 120% do CDI etc?”

Se alguém falou para você que um investimento rende 100% do CDI, significa simplesmente que o rendimento dele é idêntico ao CDI, que é uma média da taxa de juros que os bancos cobram quando emprestam dinheiro uns para os outros.

Logo, se você investe em uma aplicação que rende 100% do CDI, você vai ganhar o mesmo que os bancos ganham quando emprestam para outros bancos, antes de descontar o Imposto de Renda e outros custos.

Aplicações de renda fixa que têm o rendimento atrelado a um índice são as chamadas pós-fixadas. Ou seja, o rendimento delas varia conforme o índice (ou indexador) tenha alta ou baixa no futuro.

No caso do CDI (também chamado de “Taxa DI – Depósito Interfinanceiro”), alguns títulos prometem render acima do índice, ou seja, mais do que 100% do CDI; outros oferecem rentabilidade abaixo do CDI – por exemplo 90% do CDI.

Escolher bem ou mal um investimento referenciado no CDI pode fazer diferença no final do seu investimento. A tabela abaixo mostra projeção de rendimento de uma aplicação de R$ 50 mil em três CDBs diferentes:

Tipo de aplicaçãoValor investidoRendimento líquido em 24 meses
CDB (110% do CDI)R$ 50.000R$ 6.762
CDB (100% do CDI)R$ 50.000R$ 6.126
CDB (90% do CDI)R$ 50.000R$ 5.495

Os dados da tabela foram extraídos do Ranking Renda Fixa Macro 3ª Edição.

2. Existe rendimento acima de 130% do CDI?

É importante tomar cuidado quando se vê uma aplicação com rendimento acima de 130% do CDI – ou mesmo acima de 120%.

Uma coisa é um investimento prometer pagar 120% do CDI. Aí estamos falando de uma aplicação de renda fixa pós-fixada. Você investe em um CDB e está lá, no contrato, que ele vai pagar 100% do CDI, 120% do CDI etc.

Outra coisa é uma corretora anunciar que uma aplicação qualquer rendeu 120%, 130%, 200% do CDI no passado.  

Quem anunciou isso simplesmente está dizendo que a aplicação acabou rendendo o equivalente a 200% do CDI, mas não que essa foi a rentabilidade contratada.

Veja que, na maioria dos casos, os anúncios que usam números muito altos de porcentagem do CDI se referem a aplicações de risco alto. Ou seja, a pessoa investiu em uma aplicação que poderia ter rendido 0% do CDI, ou -50% do CDI, mas acabou rendendo 200% do CDI.

Resumindo: se alguém disser a você que uma aplicação rende um percentual muito alto do CDI, pergunte se essa é a rentabilidade contratada, ou se só aconteceu de o investimento render tudo isso no passado, sem garantia nenhuma de se repetir.

3. “Como é calculado o CDI?”

A sigla CDI significa Certificado de Depósito Interbancário. Ela representa uma média da taxa de juros que os bancos cobram ao emprestar uns para os outros.

A taxa que eles pagam é registrada pela Cetip – uma espécie de mediadora do setor financeiro – que faz um cálculo e divulga o resultado diariamente como “Taxa DI” (de Depósito Interfinanceiro, conhecido ainda como CDI).

A taxa DI costuma ser próxima da Selic, que por sua vez é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central.

Mas para saber qual a rentabilidade de um investimento em CDI você não precisa entender de matemática, apenas colocar os dados do título na calculadora abaixo para ter o resultado calculado pela Cetip:

4. “Quais aplicações usam o CDI como referência?”

A Taxa DI ou CDI pode ser referência para o rendimento dos seguintes investimentos:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário)
  • Fundos DI (fundos com patrimônio em renda fixa)
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio)
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário)
  • Debêntures (títulos corporativos)

Note que esses são os títulos que podem ser referenciados DI, mas isso não é obrigatório. Existem também CDBs com rendimento prefixado, por exemplo. Se for prefixado, ele pode ter uma rentabilidade estabelecida em, digamos, 9% ao ano, em vez de render uma porcentagem do CDI.

5. “Como investir no CDI?”

Na verdade, tecnicamente não existe “investir no CDI”. A gente investe em aplicações que usam o CDI como referência. São aquelas listadas na pergunta 4 (acima).

O CDI ou Taxa DI é um indexador para os investimentos de renda fixa. Ele serve apenas para calcular qual será o rendimento de um título.   

Outras taxas também podem servir como indexador, como a Selic (taxa básica de juros) ou o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que representa a inflação), usados  nos títulos do Tesouro Direto. Então, não se investe em CDI da mesma forma que não se investe em Selic ou em IPCA. Investe-se, sim, em títulos indexados ao CDI, à Selic ou ao IPCA.

Afinal, como saber se um investimento é bom?

O blog Dinheiro pra Viver está formando um curso para capacitar as pessoas a tomarem decisões de investimentos de acordo com os objetivos delas próprias. 

Ao final do curso, os alunos saberão quais as aplicações mais adequadas para atingirem objetivos como: montar uma reserva para aposentadoria, comprar um bem, fazer uma viagem, pagar a escola dos filhos etc.

Para ser avisado quando abrirem novas turmas, basta preencher o formulário abaixo!


Share on FacebookShare on LinkedIn

Mariana Rodrigues

Jornalista formada pela Universidade Metodista com especialização em economia pela Fipe.