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As aplicações de baixo risco já não estão rendendo quase nada quando a gente desconta a inflação.

É só olhar o exemplo do Tesouro Selic, o título mais conservador do Tesouro Direto e uma das aplicações mais rentáveis para quem não quer correr risco.

Se você investir R$ 100 mil no Tesouro Selic hoje, deverá ter um rendimento real de apenas R$ 153 por mês (descontada a inflação).

Existem algumas formas, no entanto, de aumentar a rentabilidade da carteira sem precisar elevar tanto a exposição ao risco.

Neste artigo eu explico três formas de fazer o seu dinheiro render mais, mas mantendo um risco controlado.

1. Aumentar o prazo do investimento

Se você tem certeza de que não vai precisar do seu dinheiro no curto ou médio prazo, não vale a pena deixá-lo em uma aplicação que permita resgatar a qualquer momento.

As opções de investimento com liquidez diária (que você pode sacar quando quiser) normalmente rendem menos do que as que não têm liquidez.

Por exemplo, existem CDBs, LCAs e LCIs com prazo de seis meses, um ano ou mais. Há CDBs de cinco e até de dez anos, embora estes últimos sejam mais raros.

Vamos fazer uma comparação rápida. Atualmente, se você vai aplicar R$ 30 mil em um CDB com liquidez diária, você consegue uma rentabilidade de 100% do CDI (saiba o que é isso) nos bancos Sofisa e Daycoval, por exemplo.

Isso dá um rendimento líquido de cerca de R$ 1.700 ao ano. 

Já se você optar por um CDB com vencimento daqui a cinco anos, você consegue taxa de 117% do CDI ou mais nos bancos Fibra, BMG, Indusval e Máxima.

Com esses papéis, o rendimento já sobe para cerca de R$ 2.000 por ano. Se você não vai precisar do dinheiro antes do vencimento, vai ganhar, ao longo de cinco anos, cerca de R$ 1.400 a mais do que se aplicasse em um CDB com liquidez diária. 

Lembrando que para investir nesses papéis você não precisa ter conta nesses bancos. Deve apenas ter conta em corretoras que oferecem esses papéis. Tomando os cuidados na hora de escolher uma corretora, você conseguirá boa rentabilidade e ao mesmo tempo ser bem atendido.

2. Comprar títulos de renda fixa NÃO protegidos pelo FGC

Os títulos que citei acima (CDB, LCA e LCI) são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Isso quer dizer que, se você investir em um CDB de um banco X, e esse banco quebrar, o FGC vai pagar o que o banco lhe deve, desde que esse valor não ultrapasse R$ 250 mil.

Assim, o FGC reduz os riscos dos CDBs, LCAs e LCIs de bancos médios. E no mundo dos investimentos normalmente é assim: quanto menos riscos você corre, menos vão te oferecer em rentabilidade. 

Então, se você tiver um pouco mais de tolerância a risco, pode aplicar em títulos sem garantia do FGC, como debêntures, CRA e CRI.

Por exemplo, as debêntures da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) estão pagando 10% ao ano mais inflação. Ou seja, se a inflação for de 5%, o investidor vai receber cerca de 15% ao ano.

Mas se a Cemig der calote, aí não tem FGC. O caso pode ir para a Justiça e você pode nunca receber o dinheiro. Então, antes de aplicar em uma debênture, é bom ver o rating (avaliação do risco) da empresa e pensar se você está mesmo disposto a correr esse risco.

3. Diversificar os investimentos de renda fixa e variável

Os investimentos de renda variável, como as ações, têm potencial para gerar ganhos fenomenais e também perda total do seu dinheiro.

Por isso a necessidade de diversificar a sua carteira. Assim você melhora a relação risco-retorno. Em outras palavras, diversificando você consegue aumentar o retorno sem aumentar tanto o risco.

Talvez você esteja pensando: “Ora, mas eu não sou um expert em finanças para montar uma carteira diversificada, e nem tenho tempo ou vontade de me tornar um!”

Está certíssimo, e existem hoje cada vez mais ferramentas que facilitam o trabalho de quem quer investir bem, sem precisar virar especialista.

Duas formas de diversificar a carteira sem precisar ser especialista são:

  • Os fundos multimercado
  • Os robo-advisors

Fundos multimercado

Os fundos do tipo multimercado não são uma novidade. Eles são fundos que misturam ativos de renda fixa e renda variável. Em vez de você ter o trabalho de montar uma carteira balanceada e diversificada, os gestores do fundo fazem isso por você, e cobram uma taxa de administração.

O que existe de novidade nesse segmento são as ferramentas online para ajudar os leigos a escolherem os fundos multimercado mais adequados para eles. 

Hoje, é muito fácil ver que, entre os fundos multimercado que permitem aplicação inicial menor que R$ 15 mil, existe um que teve uma rentabilidade bruta de 28% em 12 meses e 79% em 24.

Esse mesmo fundo, apesar de ter tido essa rentabilidade considerável, em nenhum momento da sua história chegou a ter uma queda de mais de 11%. Então, se você é uma pessoa que tolera, por exemplo, uma queda de 15% no seu investimento, já sabe que pode considerar esse fundo.

O fundo citado é o Exploritas Alpha America Latina FICFI Mult, mas existem outros com desempenho semelhante.

Na semana que vem, publicarei um post explicando como usar uma ferramenta de comparação chamada Mais Retorno. Em minha opinião, ela é a mais fácil de usar, entre as que trazem todas as informações necessárias para saber se um fundo é bom.

Então, se você tem dúvida sobre os fundos multimercado que o seu gerente ou assessor te indicou, acesse o Dinheiro pra Viver na semana que vem ou cadastre-se na nossa newsletter para receber o artigo por e-mail. Basta preencher este formulário:


Robo-advisor

Os robo-advisors, esses sim são uma novidade.

Trata-se de empresas que montam uma carteira de investimentos diversificada, automaticamente.

Você responde um formulário online e eles vão tentar identificar qual é o seu perfil como investidor. Em seguida, automaticamente eles vão buscar quais dos milhares de produtos de investimento são mais indicados para você.

Resumindo, os robo-advisors são um formulário de perfil de investidor, vinculado a um buscador de investimentos. Você diz qual é o seu perfil e ele busca investimentos para você.

A vantagem é que você não precisa pensar em como montar a sua carteira. A limitação é que eles vão deduzir que você tem um determinado perfil (com base nas suas respostas). E se o questionário do perfil não for bem feito, a máquina pode acabar investindo em ativos arriscados demais ou de menos, em relação ao que você está disposto a tolerar.

No Brasil, existem quatro empresas de robo-advisor: a Magnetis, a Vérios, a Monetus e a Warren, em ordem cronológica.

Eu, particularmente, uso a Magnetis e a Vérios. Mas não vou opinar sobre elas porque a Magnetis foi cliente da minha agência de conteúdo, o que me colocaria em um conflito de interesse.

Porém, mais para frente pretendo fazer um artigo informativo, não opinativo, sobre as diferenças entre os robo-advisors.

Qual destas é a melhor forma de aumentar a rentabilidade?

Não existe um tipo de investimento que seja o melhor de todos, para qualquer pessoa, em termos absolutos.

Uma aplicação pode ser a excelente para o seu vizinho e péssima para você. Isso depende dos objetivos, das necessidades e da tolerância a risco de cada um.

Estou formatando um curso justamente para isso. Para capacitar as pessoas a escolherem os investimentos de modo a atingirem seus objetivos financeiros e de vida.

Para ser avisado quando abrirem novas turmas, preencha seus dados no formulário abaixo.

Veja que eu pergunto ali qual é o seu maior desafio para escolher investimentos. Quanto mais você detalhar a sua resposta, melhor eu vou conseguir fazer com que o curso solucione o seu problema.

Então preencha um formulário, e será um prazer encontrar você na próxima turma!


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Sílvio Crespo

Jornalista econômico e educador financeiro. Foi editor-assistente de Economia do portal do Estadão. Ganhou duas vezes o prêmio de melhor blog do jornal O Estado de S. Paulo e uma vez o prêmio Case New Holland de Jornalismo, pelo blog Achados Econômicos, do UOL.

2 Replies to “3 formas de impulsionar a sua rentabilidade sem correr tanto risco

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